24/01/2019

IBGE aponta aumento no trabalho informal

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a taxa de desocupação caiu para 11,6% no trimestre encerrado em novembro de 2018. Este resultado representa um aumento estimado de 1,1 milhão de pessoas ocupadas em relação ao trimestre anterior, encerrado em agosto.

Este número, no entanto, é resultado principalmente do aumento de pessoas empregadas no mercado de trabalho informal, com cerca de 520 mil trabalhadores trabalhando por conta própria e outros 500 mil trabalhando no setor privado sem o devido vínculo empregatício previsto em lei. Este é o nível recorde da informalidade desde que a pesquisa começou a ser realizada em 2012.

O aumento da taxa de ocupação informal no setor privado alcançou 4,5% no trimestre, representando um total de 11,7 milhões de pessoas. Já o aumento no número de pessoas trabalhando por conta própria foi de 2,3%, chegando a um total de 23,8 milhões de pessoas. Por outro lado, o trabalho doméstico com carteira assinada recuou 4,4% no trimestre, com cerca de 81 mil vagas fechadas.

Certas atividades típicas da informalidade, como comércio varejista e reparação automotiva tiveram o maior crescimento (226 mil pessoas), seguidas pelo setor de alojamento e alimentação (163 mil pessoas).

Apesar da queda na taxa de desocupação em relação ao mesmo trimestre em 2016 (11,9%) e 2017(12%), este número representa quase o dobro do índice de 2014, que ficou em 6,5%.

A pesquisa mostrou, também, que o contingente de desocupados somados aos subocupados por insuficiência de horas (7 milhões) e força de trabalho potencial (7,8 milhões) chega a 27 milhões de pessoas subutilizadas no trimestre, o que representa uma taxa composta de subutilização de força de trabalho de 23,9%. Já o total de pessoas desalentadas (não buscaram trabalho) foi estimado em aproximadamente 4,7 milhões no trimestre.


  

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